domingo, 16 de junho de 2013

Vivo ele era avarento...Morto virou assombração...



               Você já ouviu falar, que alguém morreu e continuou no lugar onde vivia? Que tenha virado uma assombração? Eu já...E muito...

                              UMA HISTÓRIA SINISTRA...


               Samuel, queria muito comprar aquela fazenda, pois a que havia arrendado  não tinha boas terras nem para o gado pastar e nem para o plantio e o valor que pediam por aquela fazenda cabia bem no seu orçamento e ainda sobraria um pouco para investir no lugar.
               Quando o corretor veio naquela tarde  Samuel não pensou duas vezes e efetuou a compra da fazenda. O lugar estava desabitado há muitos anos, mas com uma reforma tudo ficaria muito bom e apesar de abandonada, com uma boa limpeza daria para mudar com sua família para lá, pois a casa era antiga mas uma construção forte. Então ele decidiu mudar-se logo e fazer a reforma com eles já morando lá, mesmo porque, ele mesmo faria pois sua primeira profissão era de pedreiro.
               O dia da mudança foi uma festa, Samuel tinha 3 filhos, duas meninas e um menino, uma com 6 anos, outra com 4 e o menino com 2 anos.
                A casa tinha uma sala ampla de onde saía um corredor muito comprido, onde várias portas de quartos apareciam com suas largas madeiras e ao final do corredor havia uma cozinha enorme.
                 Samuel veio em seu carro, com seus filhos e esposa, logo atrás dois caminhões, um com os móveis e outro que faria mais viagens, trazia uma parte do gado de Samuel pouco mais de 30 cabeças, um cavalo e algumas galinhas.
                 Quando os caminhões partiram, o silêncio aumentou naquele lugar. Entraram para dentro de casa para tomar um banho, foi quando o silêncio foi rompido pela buzina do carro de Samuel. Ele correu assustado tentando entender o que estava acontecendo. Chegando lá, viu uma pedra enorme e muito pesada em cima da buzina do carro e logo pensou, meus filhos não fizeram essa  brincadeira estúpida,  pois, não conseguiriam erguer aquela pedra que ele mesmo tirou com dificuldade de cima da buzina e sua esposa estava ao seu lado quando o som começou. Com certeza, eles não estavam sozinhos naquela fazenda. Como já haviam comido muito do lanche que sua esposa trouxe da cidade, tomaram banho e foram se deitar, pois, o cansaço era muito grande. Colocaram as crianças em um quarto conjugado com o deles, onde a única porta que tinha era para o quarto do casal, assim ficava mais fácil cuidar das crianças à noite.
                  Mal Samuel apagou o lampião, pois, lá  ainda não tinha eletricidade, nem bem começou a cochilar, ouviu um barulho como se alguém tivesse esmurrado a mesa da cozinha. Assustado, olhou ao seu lado e viu sua esposa dormindo e foi igual com as crianças, então quem estava esmurrando a mesa? Nem teve tempo de pensar no que fazer e ouviu o barulho de novo e desta vez, sua esposa acordou assustada com aquele barulho. Ele acendeu de novo o lampião e foi até a cozinha e lá não havia nada, mas quando virou as costas para voltar ao quarto, sentiu como se alguém assoprasse em sua cabeça e um arrepio gelado correu-lhe a espinha. Naquela noite, nem Samuel, nem a esposa conseguiram dormir direito, pois de vez em quando, acontecia um barulho, uma hora murro na mesa, em outra uma cadeira ou panela caia no chão, em outra alguém batia na porta do quarto. Ao amanhecer, viram que não havia nem panela nem cadeira no chão, estava tudo no lugar, então a esposa de Samuel disse que não continuaria lá e ele pediu que ela esperasse, pois tinha certeza que havia alguém tentando lhes pregar uma peça. Foi até a fazenda vizinha perguntar se sabiam de alguém rondando por lá. O vizinho hesitou um instante, mas lhe contou que morava naquele fazenda desde criança e o dono da fazenda onde Samuel estava morando, era um velho avarento que havia nascido e morrido na fazenda e nunca havia saído de lá, não permitia que pegassem nem uma manga podre em seu pomar e nem que fossem visitá-lo. Vivia sozinho  e tinha um apego enorme por aquele lugar, não aceitava visitas  nem de familiares e completou dizendo, dizem que mesmo morto ele continua lá, pois todos que tentaram entrar na fazenda depois de sua morte, ele afugentou com seus assombros. Samuel, não sabia se acreditava naquilo, mas que a noite passada foi estranha, ah foi.                 Quando voltava para casa, percebeu o gado no pasto, correndo de um lado para o outro, como se alguém os afugentasse, eles estavam muito assustados. Samuel galopou com o cavalo e apartou o gado antes que fugissem com medo sabe-se lá de quem, ou de que... Levou-os até o curral e fechou bem a porteira. Foi para casa pois o almoço estava pronto, sentia-se pelo cheiro. Sua esposa, como sempre fazia, serviu primeiro as crianças para depois servir seu marido. Colocou os três pratos na frente das crianças e foi servir seu marido, quando abriu a panela de arroz, deu um grito saltando para trás e pediu ao marido para ver o que tinha no arroz. A panela estava repleta de estrume de vaca. Samuel fez cara de nojo e disse, o que é isso? Pediu que a mulher lhe servisse apenas feijão e carne e novamente o episódio se repetiu nas outras panelas. Então o tal fantasma, pelo menos poupou as crianças, pois o alimento delas estava perfeito. À noite, a esposa de Samuel, fez o jantar e tudo se repetiu como no almoço. Mas Samuel, disse, vai ser eu ou essa assombração, um dos dois vai ter que sair. Mal terminou de falar, ouviu quando bateram palma na porta da frente, ele foi atender pensando, quem chegaria à noite em uma fazenda? Abriu a porta e não havia ninguém, imediatamente ouviu as palmas na porta da cozinha, foi até lá e ouviu de novo as palmas na porta da sala. Então um arrepio lhe correu a espinha e pensou, eu sou o intruso aqui. Naquela madrugada, nem Samuel, nem sua esposa puderam dormir, pois entre os murros na mesa, as cadeiras e vasilhas caindo no chão, também agora haviam palmas nas entradas da casa, quando se ouvia as palmas na frente da casa, imediatamente já se ouvia nos fundos, como se houvessem duas pessoas sincronizando as palmas, sem contar que o gado mugia desesperadamente, mas as crianças continuavam sendo poupadas  pois dormiam tranquilamente. De repente Samuel, ficou muito nervoso, foi até a sala e gritou: TUDO BEM, VOCÊ VENCEU, FIQUE COM SUA FAZENDA, AMANHÃ IREI EMBORA. Imediatamente uma Paz reinou naquele lugar. Samuel, disse à esposa que exigiria a devolução do dinheiro e  dormiu por uma ou duas horas e acordou com o galo cantando. Foi até a fazenda vizinha  e pediu se ele transportaria seu gado  em um caminhão boiadeiro que havia visto lá quando foi perguntar sobre a fazenda. O vizinho disse que já estava esperando por aquele pedido, não sei como você ainda ficou dois dias lá, afirmou o vizinho e disse que lhe ajudaria sim e não cobraria nada por isso, pois ficou perplexo, com tudo o que Samuel lhe contou que havia acontecido.   E ainda lhe disse que trouxesse a família para se alimentar antes de irem embora e Samuel aceitou, pois ele e a esposa estavam famintos, pois a assombração só permitia que as crianças comessem, talvez por serem tão pequenas ainda.
                      Ao abrir a porteira da fazenda para ir embora e nunca mais voltar, Samuel entrou no carro atravessou a porteira olhou pelo retrovisor e viu quando um vulto bateu a porteira com violência atrás deles e entrou na casa atravessando a parede.

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